Fórumcast #20
17 de maio de 2019, 09h11

Acesso a dados sigilosos de estudantes estaria por trás de demissão no Inep: “É crime”, diz Haddad

Vicenzi - que é delegado da Polícia Federal - teria negado acesso aos dados dos estudantes ao ministro Abraham Weintraub. Ele também teria sido criticado após dizer que não removeria do Enem questões tidas como "ideológicas" por Bolsonaro

O delegado Elmer Vicenzi, ex-diretor do Inep (EBC)

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), comentou no Twitter uma notícia do site da revista Veja que diz que a demissão do agora ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Elmer Vicenzi – que é delegado da Polícia Federal -, começou quando o ministro da Educação Abraham Weintraub pediu acesso a dados sigilosos de estudantes, solicitação que foi negada pelo procurador-chefe do órgão.

“isto é Crime – A confusão que culminou na demissão do terceiro bozopresidente do Inep, Elmer Vicenzi, começou quando o ministro da Educação pediu acesso a dados sigilosos de estudantes, solicitação que foi negada pelo procurador do órgão”, tuitou Haddad.

Vicenzi foi exonerado nesta quinta-feira (16) da direção do instituto, que é responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Oficialmente, o Ministério da Educação (MEC) alega que Vicenzi simplesmente pediu demissão, sem detalhar os motivos.

Veja também:  E a Amazônia? Redes sociais questionam pouca atenção dada a queimadas no governo Bolsonaro

Segundo reportagem da Veja, no entanto, Vicenzi teria negado acesso aos dados dos estudantes.

Para completar a “fritura” de Elmer Vicenzi no órgão, circulou pelo Ministério da Educação (MEC), na quarta-feira (15), uma carta assinada pelo ex-presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, acusando-o de “desautorizar” o presidente Jair Bolsonaro, que teria manifestado sua intenção de criar um Enem “livre de ideologias”, uma vez que Vicenzi disse aos parlamentares que nenhuma questão seria removida do banco.

Na carta, Rodrigues confirma que a comissão chegou, sim, a identificar perguntas “inadequadas”, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo presidente; e declara que enviaria uma cópia da carta do ministro Abraham Weintraub.


Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum