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30 de agosto de 2019, 07h09

Comissão do Senado terá votação secreta para decidir se Eduardo Bolsonaro vai para embaixada

Os parlamentares terão acesso a um lugar reservado, com cabine de votação, e usarão urna eletrônica. No final, o resultado mostrará apenas o número de votos, sem identificar a preferência dos senadores

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Como estratégia articulada pelo governo para minimizar eventual derrota, a Comissão de Relações Exteriores do Senado confirmou que a designação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o cargo de embaixador do Brasil em Washington será por votação secreta. Este tipo de sessão está previsto na Constituição, mas via de regra a indicação de diplomatas ocorre de forma pública. Até então não foi confirmada uma data para este processo.

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Para que a votação seja secreta, os parlamentares terão acesso a um lugar reservado, com cabine de votação, e usarão urna eletrônica. No final, o resultado mostrará apenas o número de votos, sem identificar a preferência dos senadores. Além da votação, a indicação o filho do presidente também enfrentará debate na plenária do Senado.

A data da sabatina de Eduardo só será definida depois que o presidente da República formalizar a indicação por meio de carta enviada ao Senado. Feito isso, Davi Alcolumbre, presidente da Casa, repassará o caso ao comando da Comissão de Relações Exteriores, que terá dois dias para designar um relator. Quatro senadores já demonstraram interesse em assumir a função. O favorito é Chico Rodrigues (DEM-RR).

O filho do presidente enfrentará votação delicada no Senado. A Consultoria Legislativa da Casa já deu um parecer que enquadra a indicação como nepotismo. O texto argumenta que o cargo em questão é comissionado comum e que um decreto de 2010 proibiria a indicação do filho 03.

Jair Bolsonaro, no entanto, segue na tentativa de ter uma vitória robusta no Senado e emplacar o filho, uma das prioridades de seu governo nos últimos tempos. O presidente deve liberar cargos e dinheiro para emendas de senadores para que a indicação de Eduardo seja aprovada na Comissão de Relações Exteriores da casa.

Segundo reportagem da coluna Painel, de Daniela Lima, na Folha de S.Paulo, senadores bolsonaristas vão usar as promessas do presidente para negociar votos e “melhorar” o clima para a aprovação do nome do filho 03 para o cargo de diplomata e finalizar a votação da Reforma da Previdência no Congresso.


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