terça-feira, 22 set 2020
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Conselho de Ética do PSL aceita representações contra Eduardo Bolsonaro e pode pedir sua expulsão

O Conselho de Ética do PSL aceitou nesta terça-feira (5) as representações contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e outros 18 parlamentares. O filho do presidente é acusado pela ala bivarista do PSL de atacar a imagem do partido ao pedir transparência nos gastos com dinheiro público. Processo pode dar suspensão, ou até expulsão dos deputados.

A partir de agora,  o partido deverá acionar o cartório eleitoral para que cada um dos 19 deputados federais sejam notificados do início do processo. Depois de receberem a notificação, cada um deles terá um prazo de cinco dias para apresentar a própria defesa.

Além de Eduardo Bolsonaro, o PSL também abriu processos contra Carla Zambelli (SP), Alê Silva (MG), Márcio Labre (RJ) e Bibo Nunes (RS), entre outros. Nunes já informou que deseja ser expulso da legenda: “Vou me defender querendo sair”, disse ao repórter André Shalders, da BBC Brasil.

Eduardo Bolsonaro poderá enfrentar mais outro processo por seus posicionamentos polêmicos. Deputados do PSOL, PCdoB e PT foram ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados nesta terça (5) para oficializar o pedido de cassação do Eduardo Bolsonaro “pela afronta à Constituição e ao Estado de Direito ao defender um novo AI-5 e devido ao discurso realizado no plenário da Câmara em que fez apologia ao golpe”, disse o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Na semana passada, em entrevista concedida à jornalista Leda Nagle, o filho do presidente afirmou que se houver uma “radicalização da esquerda”, o governo poderá editar um novo Ato Institucional Número 5 (AI-5), se referindo à medida mais restritiva do regime militar, promulgado em 1968.

A deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) também defendeu que o partido apure a fala do 03 sobre o “novo AI-5”, na semana passada.

Redação
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