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12 de setembro de 2019, 07h45

Depois de Jean Wyllys em Harvard, Márcia Tiburi é a nova professora da Universidade Paris 8

Márcia Tiburi, que deixou o Brasil após ameaças de morte, dará aulas de “capitalização do ridículo na política mundial” e usará como exemplo os governos Donald Trump, nos EUA, e Jair Bolsonaro

Marcia Tiburi (Foto: Divulgação)

A escritora e filósofa Márcia Tiburi, que deixou o Brasil por ameaças de morte após entrar na disputa para governador no Rio em 2018, é a mais nova professora da Universidade Paris 8, instituição pública francesa ligada à Université Paris Lumières, associação que é referência em ensino de pesquisa e cultura no mundo. A informação foi divulgada dias após Jean Wyllys, que também deixou o Brasil sob ameaças, anunciar que dará aulas em Harvard.

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Márcia Tiburi dará aulas de “capitalização do ridículo na política mundial”. “Evidentemente vou usar o caso do [presidente americano Donald] Trump e [do presidente Jair] Bolsonaro, os exemplos mais radicais”, disse à Mônia Bergamo, na edição desta quinta-feira (12) da Folha de S.Paulo. As aulas começam em setembro.

Casa invadida
Mária Tiburi deixou o Brasil tempos depois de ter a casa invadida em dezembro do ano passado. Em entrevista em maio, ela disse sofrer ameaças de morte e não poder mais ir na esquina. “Eu amo o meu país, nunca pensei em sair do Brasil na minha vida, é muito triste e difícil ter que sair do meu país por não me sentir segura e não poder fazer mais o meu trabalho”, disse à época.

Em março, da prisão, o ex-presidente Lula enviou Carta à Márcia Tiburi. “É a coragem e o pensamento que nos fazem livres”, escreveu Lula.


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