Fórumcast #19
07 de fevereiro de 2019, 10h53

“Fogo amigo”: incomodado, Eduardo Bolsonaro estaria municiando Olavo e Bannon contra Mourão

Acuado após Bannon dizer que "não é muito útil", general afirmou que é "um cara lega, pô". Olavo rebateu declarando que não o critica mais enquanto "ele continuar dizendo apenas que é um cara legal"

Mourão, Eduardo Bolsonaro e os gurus, Olavo e Bannon (Montagem/Agência Brasil/Reprodução Instagram e Facebook)

O incômodo provocado no clã e entre aliados próximos de Jair Bolsonaro (PSL) pelo protagonismo do general Hamilton Mourão (PRTB) fez com que a artilharia disparada contra ele por pessoas próximas ao governo aumentasse significativamente – a ponto de fazer com que o ex-presidente do Clube Militar do Rio de Janeiro recuasse em sua estratégia de exposição midiática nos últimos dias.

Nos bastidores, a informação é que a munição para o fogo amigo dos gurus Olavo de Carvalho, do clã Bolsonaro, e Steve Bannon, da aliança ultraliberal O Movimento, foi fornecida pelo diplomata informal do governo, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/RJ), alçado recentemente ao posto de líder do grupo internacional de extrema-direita na América Latina.

Eduardo, que foi o primeiro do clã Bolsonaro a ser doutrinado na teoria olavista, tem contato frequente com Bannon, que estreitou relações com Olavo a partir da articulação do lobista da família Bolsonaro nos Estados Unidos, Gilbert Brant.

Acuado após as críticas de Steve Bannon nesta quarta-feira (6), que disse que o brasileiro “não é muito útil”, “é desagradável” e “pisa fora da sua linha”, Mourão declarou ao jornalista Gustavo Uribe, na edição desta quinta-feira (7) da Folha de S.Paulo, que é “um cara legal, pô”. “É lógico que foram (injustas as críticas), né? Eu sou um cara legal, pô”, disse, ao ser indagado sobre as declarações de Bannon.

Veja também:  Em meio à indicação para embaixada, Eduardo diz que "diplomacia sem armas é como música sem instrumentos”

Protegido pela trincheira das telas, Olavo de Carvalho se defendeu dizendo que “nunca a palavra Mourão foi pronunciada” em seus encontros com Bannon e fez pouco caso das declarações do militar brasileiro, alçado à política por Levy Fidélix (PRTB). “Não quero mais escrever nada contra o general Mourão enquanto ele continuar dizendo apenas que é um cara legal”.

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