Irritado, Bolsonaro volta a acusar Witzel: “Já foi gravado conversa entre marginais pra dizer que sou miliciano”

"Se alguém quisesse matar a Marielle... Vamos dizer, se o João quisesse matar a Marielle no Rio, ele ia estar em Roraima naquele dia, pra dizer que não estava lá, pô", disse Bolsonaro, desconversando sobre as acusações de corrupção sobre a organização criminosa do filho, Flávio. Assista

Bastante irritado, Jair Bolsonaro evitou comentar a investigação sobre o esquema de corrupção envolvendo Flávio Bolsonaro – “não tenho nada a ver com isso” – e voltou a acusar o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), por direcionar as investigações para tentar ligá-lo a grupos de milicianos.

“Vocês sabem do caso do Witzel comigo. Foi amplamente divulgado. Já foi gravado conversa entre dois marginais, citando meu nome para dizer que sou miliciano”, afirmou Bolsonaro, após desconversar sobre a acusação de organização criminosa de Flávio e Fabrício Queiroz.

Após insistência dos jornalistas, Bolsonaro citou casos que respondeu na Justiça – como as acusações de racismo e crime ambiental – e falou das acusações que vinculam seu nome ao assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

“Apresentei que naquele dia e naquela hora eu estava aqui em Brasília, porque tinha no painel eletrônico, que foi justamente o caso Marielle. Querem achar que eu estou no caso Marielle, uma quarta-feira, onde 40 minutos depois da ligação do porteiro, que não foi pra minha casa, eu estava em Brasília”, afirmou, ficando ainda mais irritado.

“Se alguém quisesse matar a Marielle… Vamos dizer, se o João quisesse matar a Marielle no Rio, ele ia estar em Roraima naquele dia, pra dizer que não estava lá, pô”.

As declarações foram divulgadas pelo Twitter pelo filho, Carlos Bolsonaro (PSC-RJ).

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