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25 de março de 2018, 10h12

Marina volta atrás e apaga post que explorava morte de Marielle para divulgar série da Netflix

Assim como em 2014, quando recuou em seu programa de governo após pressão de Silas Malafaia, Marina Silva cedeu à pressão das redes e apagou postagem em que associa a morte de Marielle Franco à trama de "O Mecanismo", nova série da Netflix inspirada em Sérgio Moro e na Lava Jato

Foto: Divulgação/Rede

A ex-senadora Marina Silva (Rede), pré-candidata à presidência da República, voltou atrás e apagou uma postagem em que explorava e associava a morte de Marielle Franco à recém-lançada série da Netflix “O Mecanismo”.

“Todos sabemos: o dinheiro que remunera o crime é o mesmo que financia o arbítrio policial, as milícias e grupos de extermínio. E todos estão ligados aos propinodutos da corrupção. Seremos capazes de desmontar o mecanismo?”, havia postado Marina na sexta-feira (23) junto a uma imagem da psolista executada no dia 14, usando ainda a hashtag oficial da série, #OMecanismo.

Reprodução/Twitter

Na noite de sábado (24), no entanto, diante das milhares de críticas de internautas à infeliz associação, a ex-senadora publicou um novo tuíte anunciando que apagou a primeira postagem e agradecendo aqueles que “chamaram a atenção pelo sentido distorcido da arte publicada”.

“Agradeço a todas as pessoas que chamaram a atenção pelo sentido distorcido da arte publicada com o artigo, porque nem Marielle e nem o filme devem ser vítimas dessa distorção. Retiramos a arte e mantivemos o texto”, postou, sem incluir qualquer tipo de pedido de desculpas.

A série em questão que Marina fez propaganda com a imagem de Marielle é uma produção de Elena Soarez e José Padilha. Apesar de se tratar de uma ficção, a trama aborda o “combate à corrupção” e é baseada em um livro sobre o juiz Sérgio Moro e a operação Lava Jato, com evidentes intenções antipetistas. A série chega até mesmo a reproduzir a fala do senador Romero Jucá sobre o “grande acordo nacional” associando-a ao grupo que representaria, na trama, o PT e os aliados do ex-presidente Lula.

#MarinaVoltaAtrás novamente

Não é de hoje que a ex-senadora cede à pressões virtuais e muda seu discurso. Em 2014, durante sua campanha como candidata à presidência da República, Marina suprimiu de seu plano de governo pautas ligadas aos direitos da população LGBT por conta de dois tuítes do pastor Silas Malafaia criticando suas propostas.

A “obediência” de Marina ao pastor deu origem à hashtag viral #MarinaVoltaAtrás, que ironizava a fragilidade de seu discurso diante de pressões nas redes.

 

 

 

 

 


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