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13 de fevereiro de 2020, 15h30

MEC diz que Weintraub “já respondeu pelo Twitter” e não vai comentar reportagem da Fórum

Ministro não explicou informações e documentos levantados pela reportagem, apenas disparou ataques e disse que é "tudo mentira"

Foto: Twitter

A assessoria de imprensa do Ministério da Educação, pasta comandada por Abraham Weintraub, disse nesta quinta-feira (13) que o ministro não vai fazer novos comentários sobre reportagem da Fórum que revelou a proximidade de Weintraub com o professor que o aprovou no concurso da Unifesp. De acordo com a assessoria, o ministro já se pronunciou pelo Twitter e esta será sua fala oficial.

Nas redes, o ministro negou as acusações publicadas na reportagem, mas não explicou as informações levantadas através de documentos obtidos pela Fórum. “Revista forum. Simplesmente TUDO MENTIRA. Lixo! Terão de provar na Justiça. Assim como outros já disseram que estou processando minha mãe, que morreu há 20 anos, novo absurdo agora. Novo ataque sujo. Reportagem esgoto. Nunca houve 45 milhões. Nem 1 milhão. Nunca ganhei 1 centavo”, escreveu o ministro.

Documentos mostram que Abraham e seu irmão, Arthur, inauguraram junto com o professor Ricardo Ikeda, da Unifesp, um centro de estudos que teria lucrado cerca de R$ 45 milhões com o uso irregular da logomarca da universidade federal. Ikeda participou da banca do ministro e foi o responsável pela única nota alta que contribuiu para que Weintraub se tornasse professor Unifesp.

Foi através do Centro de Estudos em Seguridade (CES) que Weintraub, Arthur e Ikeda fecharam um contrato com o governo de Goiás que teria rendimentos de até R$ 45 milhões. A Fórum teve acesso ao contrato, que cita na cláusula quinta, inciso II, da página cinco, o ganho milionário que nunca retornou em forma de investimento à Unifesp.


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