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25 de janeiro de 2020, 16h54

Núcleo de Pesquisa em Educação da USP critica escolha do presidente da Capes

Benedito Guimarães Aguiar Neto defende o criacionismo, que não é reconhecido pela comunidade científica de nenhum país, segundo nota da NAP EDEVO-Darwin

Foto: Divulgação

O Núcleo de Apoio à Pesquisa em Educação, Divulgação e Epistemologia da Evolução Charles Darwin (NAP EDEVO-Darwin), ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa da Universidade de São Paulo, divulgou uma nota, na qual critica a nomeação de Benedito Guimarães Aguiar Neto como novo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão ligado ao Ministério da Educação.

Benedito defende a abordagem educacional do criacionismo em “contraponto à teoria da evolução”. O evangélico foi reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie a partir de 2011 e foi nomeado nesta sexta-feira (24) para compor o governo Bolsonaro.

Entre os pontos críticos, a nota esclarece que “o chamado ‘criacionismo científico’ não é reconhecido pela comunidade científica de nenhum país, reunida em associação científica com membros acreditados junto a instituições acadêmicas desvinculadas de organizações religiosas ou por elas financiadas”.

Afronta

“Ao impor aulas de ‘criacionismo científico’ desde os anos iniciais do ensino fundamental a todas as crianças, em disciplina de frequência obrigatória, configura-se uma afronta ao regramento legal brasileiro, por obrigar os filhos de todas as famílias a aprender o que algumas denominações religiosas estadunidenses conservadoras elegeram como dogmas centrais obrigatórios para seus seguidores. Trata-se, portanto, de proselitismo religioso estatal compulsório, vedado expressamente por lei federal. Lembre-se que essa prática também é proibida nas escolas públicas estadunidenses”.

Leia a íntegra da nota da NAP


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