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21 de fevereiro de 2020, 08h13

PMs alteraram cena do crime após disparos contra Cid Gomes

Policiais amotinados teriam recolhido cartuchos e projéteis do chão logo após o atentado contra o senador

Reprodução/Diário do Nordeste

Depois do atentado contra o senador Cid Gomes (PDT-CE) na quarta-feira (19), policiais militares foram vistos pelo jornalista Melquíades Júnior, do Diário do Nordeste, varrendo o chão do Batalhão da cidade de Sobral, no Ceará, em busca de cartuchos e restos dos projéteis disparados contra o parlamentar. Antes da chegada da Polícia Civil ao local do crime, homens já teriam recolhido todos os objetos do chão.

O jornalista ainda relata que, quando o Comando Tático Rural (Cotar) chegou ao local, o batalhão já estava praticamente vazio. As únicas evidências do crime seriam vários estilhaços na cabine do trator onde estava Cid Gomes e uma perfuração à bala no retrovisor.

De acordo com a Polícia Civil, a perícia no local do crime será decisiva para a identificação dos autores dos disparos. No entanto, de acordo com o jornalista, a área do crime foi violada diversas vezes. Um dos policiais entrevistados por ele e que estava no local contou que não seria difícil identificar o autor dos disparos, e por isso houve a violação da cena.

“Não vai ser tão difícil identificar os autores dos disparos. Eles devem saber tanto disso que não duvido que tenham tentado ir para longe”, afirmou.

Nesta quarta, um grupo de PMs declarou estar em greve ilegalmente no estado. Homens encapuzados foram vistos circulando em viaturas obrigando o fechamento de comércio e forçando as pessoas a ficarem em casa. O senador foi até Sobral para tentar conter o movimento de greve do policiais militares, mas acabou sendo alvejado por dois tiros de arma de fogo em frente a um quartel em que os oficiais estavam amotinados.


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