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21 de janeiro de 2020, 17h05

Rodrigo Maia sai em defesa de Glenn Greenwald: “Jornalismo não é crime”

O presidente da Câmara criticou o MP e postou reportagem que mostra que a Polícia Federal não indiciou Glenn Greenwald ao analisar mensagens obtidas durante a operação Spoofing

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmarados Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), usou as redes sociais na tarde desta terça-feira (21) para condenar a ação movida pelo procurador Wellington Oliveira, pró-Moro, contra o jornalista Glenn Greenwald.

“A denúncia contra o jornalista Glenn Greenwald é uma ameaça à liberdade de imprensa. Jornalismo não é crime. Sem jornalismo livre não há democracia”, publicou o presidente da Câmara.

Na postagem, feita no Twitter, Maia compartilhou uma reportagem da Folha que destaca que a Polícia Federal optou por não indiciar o jornalista ao analisar as mensagens trocadas por ele com os hackers investigados na operação Spoofing.

As conclusões da PF também foram frisadas em nota publicada pelo The Intercept Brasil no início da tarde. “Os diálogos utilizados pelo MPF na denúncia são rigorosamente os mesmos que já haviam sido analisados pela Polícia Federal durante a operação Spoofing, e acerca dos quais a PF não imputou qualquer conduta criminosa a Glenn. A PF conlcuiu: ‘Não é possível identificar a participação moral e material do jornalista Glenn Greenwald nos crimes investigados’”, diz trecho do texto.

A denúncia

Glenn foi denunciado pelo procurador Wellington Oliveira por supostamente ter auxiliado e orientado hackers presos na Operação Spoofing. Oliveira  é o mesmo procurador que denunciou, no dia 19 de dezembro, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, sob a acusação de ter caluniado o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Em vídeo publicado em suas redes, o editor do The Intercept afirmou que a denúncia contra ele “é obviamente uma retaliação pelo governo Bolsonaro”. “Nós nunca seremos intimidados por alguém abusando do aparato do Estado. Nós vamos continuar a fazer nosso jornalismo e nosso trabalho para uma próxima reportagem”, afirmou.

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