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22 de setembro de 2019, 15h59

Rosana Hermann: A filha de Bolsonaro tem a mesma idade da Agatha

Bolsonaro não comentou sobre o assassinato da menina Agatha Félix, de 8 anos, passadas mais de 24h do ocorrido

A jornalista Rosana Hermann usou as redes sociais para manifestar indignação com a postura do presidente Jair Bolsonaro em se calar sobre o assassinato da menina Agatha, que morreu em decorrência de um tiro de fuzil da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Bolsonaro não comentou sobre o caso passadas mais de 24h do ocorrido.

“Não consigo aceitar que Bolsonaro, que é pai de uma menina de 8 anos, A MESMA IDADE DE AGATHA, não fale UMA palavra sobre o assassinato dessa criança, por uma bala de fuzil em suas costas. Todo mundo que tem coração e cérebro está sofrendo com o assassinato de Agatha. Ele Não”, postou Hermann.

Laura Bolsonaro, que o presidente diz ter sido fruto de uma “fraquejada” por ser a única mulher de 5 filhos, vai completar 9 anos.

Bolsonaro fez uma série de publicações no Twitter, mas não comentou sobre o episódio. No primeiro post após a confirmação da morte da menina por ação da PM, ele ainda exaltou o Exército.  “O Exército sempre trabalhando também no fim de semana! Mais um serviço asfático em ritmo acelerado. Retirada de toda a camada antiga e deteriorada e aplicação de novo revestimento na revitalização de uma das regiões turísticas mais populares de Santa Catarina (Urubici)”, disse.

Usuários das redes sociais lembraram que em outras ocasiões, como a morte do funkeiro MC Reaça – que espancou namorada antes de se suicidar-, o presidente prontamente expressou solidariedade.

Repercussão do caso

O assassinato de Agatha ganhou grande repercussão. No sábado, diversas foram as manifestações contrárias ao episódio. Um ato foi realizado no Complexo do Alemão, onde Agatha foi morta, a hashtag #ACulpaEDoWitzel ganhou destaque nas redes sociais e uma manifestação em frente à ALERJ foi convocada para a próxima segunda-feira. Além disso, o candidato à presidência pelo PT em 2018, Fernando Haddad, chegou a pedir o impeachment do governador, que ele chamou de assassino.

O governo do Rio de Janeiro se limitou a soltar uma nota protocolar lamentando o caso, mas dizendo que os policiais revidaram em confronto. A família da vítima rebate a informação, dizendo que não havia qualquer troca de tiros antes do disparo fatal.

 


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