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15 de junho de 2019, 07h50

Santos Cruz rejeitou projeto de R$ 400 mil para programa de Olavo de Carvalho na EBC e TV Escola

Demitido nesta semana, Santos Cruz sofria pressão cada vez maior da ala olavista, capitaneada por Carlos Bolsonaro, para aprovar o projeto para divulgação da doutrina do guru na comunicação oficial do governo

General Santos Cruz e Olavo de Carvalho, no jantar com Bolsonaro (Reprodução)

Demitido por Jair Bolsonaro (PSL) na última quinta-feira (13), o ex-ministro da secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, rejeitou por duas vezes um projeto para que o guru da família do presidente, Olavo de Carvalho, tivesse um programa de TV para ser veiculado na EBC, TV Escola e em plataformas digitais do governo. As informações são do site A República.

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Segundo a reportagem, Santos Cruz sofria pressão cada vez maior da ala olavista, capitaneada pelo vereador Carlos Bolsonaro (PSC/RJ), para aprovar o projeto para divulgação da doutrina do guru na comunicação oficial do governo.

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Na primeira reunião de Cruz com Fábio Wajngarten, secretário de Comunicação da Presidência (Secom), próximo de Carlos Bolsonaro, apresentou ao ministro o projeto de pagar 320 mil reais por mês ao astrólogo, que foi rejeitado.

O projeto foi apresentado uma segunda vez, desta vez pagando R$ 400 mil a Olavo. Novamente foi rejeitado por Santos Cruz.

“Bosta engomada”
Antes de ser demitido, Santos Cruz sofreu um processo de fritura no cargo que durou mais de um mês, sendo alvo de ataques constantes nas redes sociais de Carlos Bolsonaro e do próprio Olavo, que chegou a chamar o general de “bosta engomada”.

Acusado por Olavo de Carvalho de “tráfico de influência”, Santos Cruz virou alvo da milícia digital capitaneada por Carlos – e que vem sendo usado como estratégia por Jair Bolsonaro para enfraquecer aliados com certo poder de fogo no governo.

No último domingo (9) Carlos escreveu no Twitter: “Aonde (sic) estão os ‘super generais’ para defender o presidente de mais um ataque”, referindo-se à resistência para a aprovação do projeto que abria crédito extra de R$ 248 bilhões para o governo.


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