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08 de setembro de 2019, 15h27

Subserviência máxima: ministro e assessor especial do governo conversam em inglês no Twitter

O tema da discussão foi o fato de a CNN ter se negado a veicular uma propaganda mentirosa de Jair Bolsonaro sobre a Amazônia. Ernesto Araújo alegou, em inglês, que a esquerda está tentando banir e estigmatizar tudo que é "bom e nobre" no ser humano

Ernesto Araújo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, utilizou as redes sociais neste domingo (8) para conversar em inglês com o Assessor Especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Filipe Martins. Ambos trocaram tuítes sobre a CNN Internacional ter se negado a veicular uma propaganda mentirosa de Jair Bolsonaro sobre a Amazônia. Sem qualquer necessidade formal, o ministro Araújo alegou, em inglês, que a esquerda está tentando banir e estigmatizar tudo que é “bom e nobre” no ser humano.

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O primeiro tuíte veio de Martins. Ele comentou, marcando o perfil da CNN, que tomou conhecimento sobre a emissora ter vetado a exibição na Europa de um anúncio de TV do governo de Bolsonaro “mostrando as ações do Brasil para preservar a Amazônia”. O argumento da CNN foi que o vídeo possuía “viés político” ao empregar a palavra “soberania”, alegando também que tomou a decisão baseada em diretrizes internacionais e que pretende, com isso, se proteger de reações políticas e legais. O assessor, no entanto, entendeu o veto como um ataque à direita. “Apenas os conservadores ligam para a soberania agora?”, questionou.

Ernesto Araújo aproveitou a publicação do assessor para participar da discussão, acrescentando sua opinião – em inglês – nas redes sociais. “Soberania, liberdade, família, vida e até (especialmente) Deus são agora vistos como marcas do extremismo da direita. Isso mostra o quão à esquerda o senso comum chegou, e o quão pernicioso é a sua ideologia, tentando banir e estigmatizar tudo que é bom e nobre no ser humano”, retrucou o ministro, revoltado.

Apesar das indignações, o veto da CNN à propaganda do Brasil vem na esteira de diversos conflitos envolvendo o presidente Bolsonaro e a comunidade internacional, em especial Emmanuel Macron, da França. Em novas cutucadas, o presidente disse, na terça (3), que agradecerá Macron por “ter feito o Brasil conhecer a Amazônia e suas riquezas”. Desde a reunião do G7 os dois governantes trocam insultos por Bolsonaro ignorar dados de desmatamento e incêndios no bioma, enquanto a França e diversos veículos internacionais batem de frente com as falas do presidente.


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