Weintraub quase foi reprovado em concurso para professor mesmo sendo candidato único

"Confuso, bombástico, sem sustentação", escreveu um dos avaliadores da Unifesp

Taxado por parlamentares em pedido de impeachment como dono de uma “eloquente ineficiência”, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, recebeu duras críticas ao ingressar na Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) e quase foi reprovado em um concurso em que ele era único candidato concorrente.

Segundo reportagem de Dimitrius Dantas, da Revista Época, o chefe do MEC passou raspando em concurso realizado em abril de 2014 para o cargo de professor de ciências contábeis da Unifesp no campus de Osasco. Dos 32 concursos realizados pela instituição naquele ano, Weintraub foi o único aprovado com com a nota mínima,7, mesmo sendo candidato único para seu posto.

Nas avaliações feitas pela banca, o atual ministro foi bastante criticado. “Confuso, tema e conteúdo divergentes. Confuso, bombástico, sem sustentação. Grandes saltos sem linearidade”, foi o que escreveu um dos avaliadores ao analisar “objetividade e clareza” do candidato.

Outros comentários feitos destacam a falta de sustentação do discurso de Weintraub: “Tema sem sustentação científica idônea. Não houve linearidade no discurso”; “Não tem sustentação. Não há linearidade no discurso. Falta de coesão”; “A exposição do candidato não tem sustentação e é muito vaga. A exposição não é linear e o candidato usa conceitos sem explicá-los. Mostra conhecimento e abrangência, mas não apresenta um texto coeso e claro”.

As avaliações do ministro foram concedidas pela universidade após a Controladoria-Geral da União (CGU) atender parcialmente a recurso da Revista Época que havia solicitado acesso à prova escrita de Weintraub no concurso, além do áudio de sua prova didática, por meio de Lei de Acesso à Informação (LAI). A CGU entendeu que apenas o formulário de avaliação e as notas individuais dadas por cada integrante da banca poderiam ser liberadas.

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