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07 de fevereiro de 2020, 17h52

Weintraub quase foi reprovado em concurso para professor mesmo sendo candidato único

"Confuso, bombástico, sem sustentação", escreveu um dos avaliadores da Unifesp

O ministro Abraham Weintraub - Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Taxado por parlamentares em pedido de impeachment como dono de uma “eloquente ineficiência”, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, recebeu duras críticas ao ingressar na Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) e quase foi reprovado em um concurso em que ele era único candidato concorrente.

Segundo reportagem de Dimitrius Dantas, da Revista Época, o chefe do MEC passou raspando em concurso realizado em abril de 2014 para o cargo de professor de ciências contábeis da Unifesp no campus de Osasco. Dos 32 concursos realizados pela instituição naquele ano, Weintraub foi o único aprovado com com a nota mínima,7, mesmo sendo candidato único para seu posto.

Nas avaliações feitas pela banca, o atual ministro foi bastante criticado. “Confuso, tema e conteúdo divergentes. Confuso, bombástico, sem sustentação. Grandes saltos sem linearidade”, foi o que escreveu um dos avaliadores ao analisar “objetividade e clareza” do candidato.

Outros comentários feitos destacam a falta de sustentação do discurso de Weintraub: “Tema sem sustentação científica idônea. Não houve linearidade no discurso”; “Não tem sustentação. Não há linearidade no discurso. Falta de coesão”; “A exposição do candidato não tem sustentação e é muito vaga. A exposição não é linear e o candidato usa conceitos sem explicá-los. Mostra conhecimento e abrangência, mas não apresenta um texto coeso e claro”.

As avaliações do ministro foram concedidas pela universidade após a Controladoria-Geral da União (CGU) atender parcialmente a recurso da Revista Época que havia solicitado acesso à prova escrita de Weintraub no concurso, além do áudio de sua prova didática, por meio de Lei de Acesso à Informação (LAI). A CGU entendeu que apenas o formulário de avaliação e as notas individuais dadas por cada integrante da banca poderiam ser liberadas.


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