2022 e a política dos próximos anos começam a se desenhar, por Cleber Lourenço

Com a ida para a iniciativa privada, Moro enterra o Planalto não só para si, mas para o apresentador Luciano Huck também.

Siga o dinheiro

Temos que pontuar algumas coisas interessantes: o centrão (vulgo direitão), formados por partidos mais próximos do orçamento da União, levaram mais prefeituras. PP e PSD ficaram apenas atrás do (P)MDB.

Aposentou-se

O ex-ministro Sergio Moro decidiu ser sócio de uma empresa de advocacia que tem entre seus clientes a Odebrecht, além de outras empresas enroladas com a Justiça no Brasil e no mundo. Cavou sua cova para 2022.

Já era esperado, depois de levar um “chega pra lá” de políticos e grandes partidos de direita e centro-direita, anunciou seu “retiro” na iniciativa privada. A mesma iniciativa privada que desempregou milhões graças aos desmandos da operação Lava Jato.

Agradecimentos para Alvarez e Marsal que livraram o país de mais um descalabro de extrema-direita.

Falta compromisso e maturidade

Não é a primeira vez que aponto nesta coluna que as idas e vindas do apresentador Luciano Huck mostram uma falta de compromisso, seriedade e maturidades absurdas. É o retrato clássico do rico, cansado da vida abastada e que fica pensando em novas formas de adicionar emoção à vida.

Promove encontros, reuniões e notinhas convenientes em jornalões para, no fim, voltar para a TV aos sábados.

Com a ida para a iniciativa privada, Moro enterra o Planalto não só para si, mas para o apresentador também.

Um vice “vistoso” dividiria a carga e também a devassa que sofreria em sua vida pessoal. Sozinho ele não suportaria o tranco.

Huck? Quem sabe agora só em 2026?

Ciro França ou Márcio Gomes?

Ciro, o verborrágico, decidiu disparar aos quatro cantos após o segundo turno, gratuitamente. Numa entrevista ontem (30) ao programa de Datena, na Band, ele disse que o governador do Maranhão perdeu a noção da realidade por usar uma camiseta com os dizeres Lula Livre no dia da eleição, em São Luís.

Se isola na esquerda. Dino é um político querido pelos progressistas. Uma postura semelhante à de Márcio França, que se isolou no 2° turno das eleições em São Paulo.

Queixou-se de precisar fazer as pessoas descobrirem quem era ele durante o 1° turno, depois voltou para o anonimato. Vai entender, né?

2022

Resumo: caso Huck decida mesmo disputar em 2022, resta apenas o Cidadania para comportar a aventura eleitoral do apresentador global.

PSB e PCdoB estudam se unir para superar as restrições da minirreforma política, algo que incomodou Ciro e seu PDT, que vê no partido de João Campos um aliado certo para 2022.

Acabou 2020 e 2022 já começou.

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Cleber Lourenço

Não acho que o debate politico e o jornalismo precisem distribuir informação de forma fria e distante dos leitores, notícias são somente úteis no contexto do cotidiano e é nisso que acredito.

E-mail: cleber@ocolunista.com.br

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