Chapa Lula e Alckmin ganha força com silêncio de lideranças

Se houvesse rejeição de alguma das partes ao acordo que parecia absurdo há um tempo, essa rejeição diminuiu muito

Ontem poderia se dizer que a chapa Lula e Alckmin era pura especulação. Hoje, já não se pode dizer o mesmo. A única novidade desde que a jornalista Mônica Bergamo voltou a tocar no assunto depois de seis meses (sim, este blogueiro já havia feito um vídeo em abril tratando disso. Você pode assisti-lo aqui) é que a colunista Thais Oyama escreveu que Lula teria dito que Alckmin é o único tucano que gosta de pobre. E que estaria empolgado com a hipótese de formar chapa com o ainda tucano.

De resto, nada. Um silêncio total dos dirigentes de todos os lados, da assessoria de Lula, Fernando Haddad, Márcio França, de Alckmin, Kassab, Gleisi…. Um silêncio revelador.

Se houvesse rejeição de alguma das partes ao acordo que parecia absurdo há um tempo, essa rejeição diminuiu muito. Mesmo a barulhenta militância do PT parece estar disposta a engolir o que um dia era o chuchu cru e com casca.

O argumento de dirigentes petistas para defender a chapa em off, em geral, é que contra o fascismo e o bolsonarismo vale fazer um grande pacto nacional ao centro. Ou seja, Alckmin seria um fator de estabilidade e não ao contrário.

Indo para o PSB ou para o PSD, Alckmin seria cortejado para ser o candidato a vice de Lula. É o que parece até o momento. Se for para a União Democrática, será candidato a governador.

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Renato Rovai

Jornalista, mestre em Comunicação pela ECA/USP e doutor pela UFABC. Mantém o Blog do Rovai. É editor da Fórum.

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