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07 de setembro de 2019, 19h03

Após decisão da Justiça, prefeitura faz nova tentativa de censura na Bienal do Livro

Os jovens presentes na Bienal se manifestaram contra a ordem de censura, citando o presidente Jair Bolsonaro no grito em coro

Viaturas da polícia chegando na Bienal do Livro, neste sábado (7). (Foto: Reprodução/Twitter)

Com novo aval do Tribunal de Justiça (TJ), a Secretaria Municipal de Ordem Pública do município chegou por volta das 18h na Bienal do Livro neste sábado para tentar novamente a fiscalização e censura de obras LGBT no evento. Assim que os agentes do prefeito Marcelo Crivella chegaram, os jovens presentes na Bienal começaram a se manifestar contra a ordem, citando o presidente Jair Bolsonaro no grito em coro.

Os agentes foram recebidos por Marina Zahar, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, que tentará argumentar contra a fiscalização diante do alto número de frequentadores que estão no evento. Nesta tarde, cerca de 14 mil exemplares de obras LGBT foram distribuidas gratuitamente no evento, por iniciativa do youtuber Felipe Neto contra as tentativas de censura do prefeito do Rio.

O próprio youtuber divulgou nas redes sociais a nova ação dos fiscais de Crivella na Bienal. “Os agentes do Crivella estão cheios de saco para remover todos os livros com conteúdo LGBT! Atenção todos. Filmem cada ação dos agentes. Filmem tudo”, escreveu.

A decisão do Tribunal de Justiça (TJ) que impedia a censura de livros LGBT na Bienal do Livro do Rio de Janeiro foi suspensa pelo mesmo órgão na tarde deste sábado (7). Segundo o desembargador Claudio de Mello Tavares, presidente do TJ, obras que abordam homossexualidade atentam contra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Livros que não forem comercializados em embalagens lacradas poderão ser recolhidos por fiscais da prefeitura, conforme já realizado sem sucesso na sexta-feira (6), durante a Bienal.

 


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