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09 de junho de 2019, 12h28

Homem ligado à morte de Marielle encontrado com 117 fuzis é solto

Alexandre Motta de Souza, policial civil pego com 117 fuzis incompletos pertencentes ao sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, foi solto no sábado (8) no Rio de Janeiro. Lessa é réu no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Foto: Reprodução/Polícia Civil

Alexandre Motta de Souza, policial civil pego com 117 fuzis incompletos pertencentes ao sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, teve a prisão preventiva revogada pela Justiça na quinta-feira (6) e foi solto no sábado (8) no Rio de Janeiro. Lessa é réu no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, em março do ano passado.

A soltura veio com a decisão da  juíza Alessandra Bilac, da 40ª Vara Criminal do Rio, de acolher parecer do Ministério Público favorável à soltura de Souza. Segundo os policiais, Souza “demonstrou surpresa e desespero com o que havia dentro” das caixas e disse não saber ali havia peças de fuzis. Lessa confirmou a declaração em depoimento dado na última quinta-feira sobre posse sem autorização de arma de fogo, acessório ou munição de uso proibido ou restrito.

Apesar das armas estarem incompletas, a apreensão, realizada em março, se trata da maior de fuzis da história do Rio, segundo Marcos Vinícius Braga, secretário de Polícia Civil.

Ele é amigo do Lessa há anos e apenas lhe fez o favor de armazenar essa encomenda em seu apartamento. Ele não sabia do que se tratava. E foi uma surpresa para ele ver o que se encontrava dentro das caixas. Ele não tem nada a ver com esse episódio lamentável envolvendo a vereadora”, disse o advogado de Souza, Leonardo da Luz, na data da apreensão.

Na sexta-feira (7), Lessa participou de sua primeira audiência de instrução e julgamento sobre o caso Marielle, que corre em segredo de Justiça. Vizinho de Bolsonaro, Lessa utilizava a foto do presidente em sua conta no WhatsApp.


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