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26 de outubro de 2019, 20h12

Com a arte, chilenos criam uma nova forma de protesto para vencer a truculência neoliberal

Neste sábado, uma bailarina saltou diante de canhões em Santiago. Segundo informações obtidas pela Fórum, a performance, usando roupas vermelhas e a bandeira do Chile, foi proposital

Bailarina salta em frente a carros militares em Santiago, no Chile - Foto: Reprodução

De um lado armas e tanques. De outro vozes, violões e um “grand jeté” – o clássico salto das bailarinas.

Mesmo diante da violência dos militares, que resultaram em pelo menos 18 mortos e 1.051 feridos, segundo o último relatório emitido pelo Instituto Nacional de Direitos Humanos, neste sábado (26), os chilenas que ocupam há dias as ruas das principais cidades do país insistem em uma nova forma de nova forma de protesto, usando a arte para vencer a truculência neoliberal.

Neste sábado, uma bailarina saltou diante de canhões em Santiago. Segundo informações obtidas pela Fórum, a performance, usando roupas vermelhas e a bandeira do Chile, foi proposital (a foto é uma das milhares que trafegam via redes sociais e, até o momento, não conseguimos saber quem é o autor. Caso saiba, entre em contato com a gente).

Da mesma forma que centenas de violonistas ocuparam as escadarias da Biblioteca Nacional nesta sexta-feira (25) para acompanhar o coro de vozes dos manifestantes que entoavam os versos do ativista Victor Jara, em “el canto universal, cadena que hará triunfar el derecho de vivir en paz”, como diz o verso da canção.

Na noite anterior, um canto lírico também entoou versos de Jara – que foi brutalmente assassinado pela ditadura do general Augusto Pinochet, em 1973 -, quebrando o silêncio do toque de recolher estabelecido agora por Sebastián Piñera.

A foto épica, da bandeira Mapuche tremulando no ponto mais alto da Praça Itália, feita atriz Susana Hidalgo durante a manifestação histórica desta sexta-feira (25), que juntou mais de 1,2 milhão de pessoas na capital do país, já se tornou um símbolo de resistência ao poder do sistema financeiros e das transnacionais.

A luta dos chilenos, que estão vencendo as amarras do neoliberalismo impostas há mais de 4 décadas no país, tem muito a ensinar ao Brasil e aos povos da América Latina e do mundo. E a lição nos mostra que a arte pode quebrar essas correntes.

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