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03 de janeiro de 2020, 13h52

“EUA têm 500 mil pessoas empregadas para combater o terrorismo”, diz Reginaldo Nasser

Para o professor, no entanto, a "máquina" do país norte-americano não combate nada: "O contraterrorismo é para atingir aqueles que agem politicamente contra os EUA"

Reginaldo Nasser

Em entrevista ao Fórum Onze e Meia nesta sexta-feira (3), o professor livre-docente de Relações Internacionais da PUC-SP, Reginaldo Nasser, citou uma matéria do Washington Post que relata que os Estados Unidos empregam cerca de 500 mil pessoas para atuar diretamente no combate ao terrorismo. “E não combate nada, pelo contrário”, conta.

“Em 2002, ou seja, um ano depois do ataque do 11 de setembro, houve 2 mil mortes por ataques terroristas no mundo. Ano passado houve 60 mil, 30 vezes mais. A guerra contra o terror aumentou o número de mortos no mundo, mas não nos Estados Unidos. Os EUA hoje têm 50 mortes por ano por ataque terrorista. Sendo que 65% é ataque de direita, de ataque de direita”, comentou o professor.

“Hoje se tem nos EUA 500 mil pessoas empregadas diretamente para combater o terrorismo, segundo o Washington Post. Uma máquina. E não combate nada, pelo contrário: aumenta e mata muito mais civis. O contraterrorismo não tem nada a ver com terrorismo. O contraterrorismo é para atingir aqueles que agem politicamente contra os EUA”, finalizou.

Na noite desta quinta-feira (2), o país norte-americano realizou um ataque aéreo em Bagdá, no Iraque, e tirou a vida do general iraniano Qassim Soleimani. Para o professor, o ataque de Donald Trump ao país do Oriente Médio “foi além da linha vermelha”, mas tensões com o país são antigas. “O Irã é um país importante, por conta do petróleo, mas tensão aumentou depois da revolução da revolução de 79”, comentou.

 

 

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