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14 de agosto de 2019, 07h47

Jornalista que esteve em Charlottesville vê radicalização no Brasil: “É isso mesmo que vocês querem?”

"Sim, eu sou nazista", "vidas brancas importam" e "queimem a negrinha" foram algumas das frases que o jornalista registrou durante ato de neofascistas em agosto de 2017 nos Estados Unidos

Protesto nazista de Charlottesville (Foto: Reprodução)

O jornalista Ricardo Senra, correspondente da BBC Brasil em Londres, publicou nesta terça-feira (13) uma série de vídeos inéditos e notícias no Twitter sobre a sua cobertura em agosto de 2017 do maior protesto nazista da história recente dos Estados Unidos, em Charlottesville, e mostrou preocupação com a radicalização crescente no Brasil. “É isso mesmo que a gente quer?”, questionou.

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O jornalista conta que sua ideia inicial na cidade universitária de Virginia era conhecer o núcleo radical que ajudou a eleger o presidente Donald Trump. “O protesto ‘Unite the Right’, ou ‘Unir a Direita’; , até então não tinha muito espaço na imprensa”, contou Senra, que depois disse ter se surpreendido com o teor do ato, pensado nos moldes das marchas tradicionais da Ku Klux Klan, marcadas por tochas e gritos de ódio. “Sim, eu sou nazista”, “vidas brancas importam” e “queimem a negrinha” foram algumas das frases que o jornalista registrou.

O protesto nazista de Charlottesville enfrentou resistências violentas em determinados momentos. O jornalista registrou alguns desses confrontos, como o momento em que os supremacistas brancos cercaram um grupo que protestava contra a sua presença e defendia minorias e imigrantes. “Alguns começaram a lançar tochas contra os estudantes, na maioria bem jovens”, comentou.

Serna também chamou atenção para a quantidade de civis que portavam armas na marcha. Na Virgínia, quem tem porte de armas e determinadas licenças pode circular pelas cidades portando o armamento. A posse e porte de armas é uma das principais bandeiras da trajetória política do presidente Jair Bolsonaro, porém seu decreto gerou diversos questionamentos na Justiça e no Congresso, tendo sido rejeitado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

 

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