Mesmo com auxílio emergencial, consumo das famílias tem queda histórica e é o menor em 25 anos

País entre em recessão técnica, com PIB despencado por dois trimestres seguidos, de acordo com dados do IBGE

Jair Bolsonaro gera aglomeração em São Vicente horas antes de o Brasil atingir 100 mil mortes por coronavírus (Foto: Cassio Moraes/Seicom/PMSV)
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Mesmo com o auxílio emergencial, o desemprego elevado e as medidas de isolamento social necessárias para conter o coronavírus fizeram o consumo das famílias a cair 12,5% no segundo trimestre (abril a junho), em relação ao primeiro trimestre deste ano. De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (1) pelo IBGE, foi o maior recuo no consumo dos brasileiros em 25 anos.

Além do isolamento ter impossibilitado diretamente as pessoas de fazer compras, a falta de confiança e de rendimento levou a um menor consumo, segundo especialistas. O PIB brasileiro também teve o maior tombo trimestral já registrado, -9,7%, e a economia encolheu ao patamar de 2009, quando o país sofreu os efeitos da crise global iniciada nos Estados Unidos.

O resultado surpreendeu economistas ouvidos pela agência de notícias Reuters, que esperavam uma queda menor, de 9,4%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a retração foi de 11,4%, também a maior da série.

Os dados colocam o país novamente em uma recessão técnica, com dois trimestres seguidos de queda da atividade, situação que a economia brasileira não vivia desde o fim de 2016.

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