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17 de agosto de 2019, 19h24

Cortes na verba das universidades federais podem afetar aulas a partir de agosto

Em levantamento feito com 37 universidades federais, dez afirmaram que deverão suspender as aulas a partir de agosto e outras sete alegaram que a situação está indefinida

Foto: Eduardo Matysiak

Por conta das medidas de contingenciamento nas verbas dos institutos federais, anunciadas pelo Ministério da Educação (MEC) em maio deste ano, diversas universidades já anunciaram que poderão suspender as aulas a partir de agosto. Outras não apontaram data, mas afirmaram que a situação está indefinida.

Em levantamento feito pelo G1 com 37 universidades federais, o contingenciamento deverá afetar pesquisas e ações de extensão em ao menos 21 delas neste segundo semestre. Ainda, dez instituições anunciaram que poderão suspender aulas a partir de agosto, como é o caso da UFCSPA e UFPR, e outras sete afirmaram que a situação está indefinida.

Neste mesmo levantamento, cinco universidades alegaram que já tinham dívidas acumuladas ao fim de 2018 e nove preveem acumular dívidas até o fim de 2019, entre elas, a UFRJ, que já tinha R$ 283 milhões de saldo devedor em 2018 e deve terminar o ano com R$ 307 milhões no negativo.

Sem recursos, as instituições estão planejando neste segundo semestre restringir ainda mais suas ações, como o atendimento médico à comunidade em hospitais e clínicas de psicologia e nutrição, ou ainda suspender bolsas de extensão, cortar cursos voltados à comunidade, como os preparatórios para o vestibular e Enem, e até a capacitação de profissionais da educação básica.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, teve cortes no restaurante universitário e no transporte entre os prédios do campus Diadema. De acordo com nota oficial do conselho universitário realizado na quarta-feira (14), a universidade conta com apenas 5% do orçamento, sendo que o necessário seria 1/12 avos.

“O orçamento de capital de 2017 era de 50 milhões, o de 2018 de 18 milhões e em 2019 contamos com apenas 600 mil”, afirma a nota, que também comenta que “não há perspectivas para uma liberação maior do que a que já está acontecendo”.

Outro exemplo é a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que anunciou no começo do mês que apenas laboratórios que necessitam de refrigeração e salas que não tenham janelas poderão utilizar ar-condicionado.


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