Ouça o Fórumcast, o podcast da Fórum
21 de setembro de 2019, 14h25

Noblat: Quem vai parar esse louco do Witzel?

O assassinato da menina Agatha, de 8 anos, no Complexo do Alemão gerou revoltas em razão da política genocida do governo de Wilson Witzel

O governador do RJ, Wilson Witzel (Foto: Reprodução)

O jornalista Ricardo Noblat, colunista da Veja, foi mais um dos que usou as redes sociais neste sábado (21) para repudiar o assassinato da menina Agatha Félix, de 8 anos. Moradora do Complexo do Alemão, ela morreu em decorrência de um tiro de fuzil que teria partido de policiais militares na noite desta sexta-feira enquanto ela voltava para casa com sua família. O caso gerou grande revolta e fez a hashtag #ACulpaEDoWitzel ocupar os assuntos do momento no Twitter devido à política genocida empreendida pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

“Quem vai parar esse louco, o governador do Rio? Inocentes sempre morreram em meio à guerra contra o tráfico, mas nunca um governador estimulou a matança. Nunca autorizou policiais a atirarem de cima de helicópteros em comunidades indefesas. Parem esse louco a qualquer preço”, publicou Noblat.

Logo após a postagem de Noblat o ex-ministro Fernando Haddad, Witzel deve sofrer processo de impeachment. “Há razões de sobra para que se peça o impeachment de Witzel. Ele é o grande responsável pelas atrocidades que se cometem no Rio de Janeiro. Um assassino!”, declarou o petista.

De acordo com relatos de testemunhas, Agatha estava dentro de uma Kombi, indo para casa, quando foi atingida por um tiro que teria sido disparado por um policial da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O agente teria desconfiado de um motociclista e disparou, acertando, porém, a criança dentro do veículo. Ela chegou a ser socorrida no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte de Rio de Janeiro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Na manhã deste sábado, moradores do Alemão fizeram um protesto em razão da morte de Agatha e de outros jovens negros. Pelas redes, a hashtag #ACulpaEDoWitzel ganhou repercussão. O historiador Luiz Antonio Simas ainda criticou a própria origem da Polícia Militar: “A PM foi criada para matar e morrer e nesse sentido é uma das instituições mais bem sucedidas do Brasil: mata e morre”.

A morte da menina se soma às inúmeras outras, principalmente de negros e pobres moradores de comunidades, que vêm aumentando desde que Wilson Witzel assumiu como governador do Rio de Janeiro. Witzel é entusiasta de uma política de segurança agressiva, e causou polêmica ainda no ano passado, quando disse que a polícia sob seu comando vai “mirar na cabecinha e fogo”. Ele já chegou, inclusive, a lamentar por não poder disparar mísseis em comunidades do Rio.


Quantas matérias por dia você lê da Fórum?

Você já pensou nisso? Em quantas vezes por dia você lê conteúdos esclarecedores, sérios, comprometidos com os interesses do povo e a soberania do Brasil e que têm a assinatura da Fórum? Pois então, que tal fazer parte do grupo que apoia este projeto? Que tal contribuir pra que ele fique cada vez maior. Bora lá. Apoie já.

Apoie a Fórum