“Vossa Excelência mentiu”: Rogério Carvalho detona Fabio Wajngarten na CPI do Genocídio

Senador exibiu prints do Twitter da Secom e vídeo em que o ex-secretário aparece declarando a Eduardo Bolsonaro que não se afastou das funções, contrariando o que disse na comissão

Durante sessão da CPI do Genocídio, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) expôs que o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fábio Wajngarten mentiu em seu depoimento ao dizer que estava afastado da Secom quando a campanha “O Brasil não pode parar” foi ao ar, em março do ano passado. Comentários feitos por Wajngarten em live com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) na época mostram o contrário.

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“O senhor disse que estava afastado da Secom, mas estava com uma live com Eduardo Bolsonaro”, disse Carvalho antes de reproduzir vídeo que mostra o ex-secretário dizendo que estava “trabalhando normal” e “aprovando campanhas” durante o período em que esteve com Covid-19. Ao ser questionado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) Wajngarten disse sobre a campanha “Brasil não pode parar” que não sabia “se foi feita dentro da estrutura [da Secom] ou se circulou de forma orgânica”.

“Vossa excelência mentiu”, disparou Carvalho. “O senhor disse que não tinha conhecimento das campanhas da Secom. O senhor mente, tomou conta de tudo pessoalmente mesmo com Covid. É impossível que o chefe da Secom não se ocupe das campanhas do governo. O senhor também disse que fez campanha de prevenção à Covid, mas o senhor não fez nenhuma campanha nesse sentido. Isso aqui não é campanha de prevenção à Covid, isso é o estímulo para que as pessoas se largassem à própria sorte”, afirmou.

“Toda a sua atuação foi na mesma linha do presidente Jair Messias Bolsonaro de levar o povo a se contaminar e levar aos 425 mil mortos. O crime sanitário do governo não precisamos mais de documentos. […] Nós precisamos provar nessa CPI os crimes contra a vida, porque contra a saúde pública não precisamos mais. Precisamos trazer os acadêmicos para provar estatisticamente quantas mortes evitáveis nós tivemos se não fossem coisas que estão aqui”, disse ainda Carvalho.

“Não existe nenhum motivo para chegar a 426 mil mortos a não ser por negligência sanitária. Virou uma militância do presidente da República para aglomerar, impedir uso de máscaras, atrapalhar governadores, indicar medicamentes que não passaram pelo Conitec e pela Anvisa… Isso mata! É encaminhar as pessoas para a morte”, completou.

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Lucas Rocha

Lucas Rocha é formado em jornalismo pela Escola de Comunicação da UFRJ e cursa mestrado em Políticas Públicas na FLACSO Brasil. Carioca, apaixonado por carnaval e pela América Latina, é repórter da sucursal do Rio de Janeiro da Revista Fórum e apresentador do programa Fórum Global