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23 de dezembro de 2019, 19h15

Bancada do PSOL aciona PGR contra Bolsonaro por homofobia

Os parlamentares citam episódio em que o presidente disse que jornalista "tem uma cara de homossexual terrível" e destacam que Bolsonaro "tem longa história de atitudes homofóbicas"

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados apresentou nesta segunda-feira (23) a abertura de uma investigação criminal contra o presidente Jair Bolsonaro por conta dos ataques a jornalistas em entrevista na saída do Palácio do Alvorada. Bolsonaro disse que um deles tinha “cara de homossexual terriível”.

“É inaceitável, no Estado Democrático de Direito, que palavras homofóbicas sejam abertamente prolatadas pelo Presidente da República”, diz pedido apresentado pelo PSOL, obtido pelo jornalista Eduardo Barretto, da Revista Época.

O parlamentares, que destacam que Bolsonaro “tem longa história de atitudes homofóbicas”, pedem que o presidente seja enquadrado em racismo LGBTfóbico, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal. Eles ainda solicitam que o ex-capitão seja processado por danos morais e que pague a indenização a organizações de direitos humanos.

Mais cedo, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL-DF) também entrou com representação na PGR por conta dos ataques lgbtfóbicos desferidos contra profissionais da imprensa. A atitude do presidente é classificada como “discriminatória, pois busca induzir a segregação de uma minoria sexual simplesmente pela sua aparência, modo de se comportar, de se portar e de se relacionar com outra pessoa, afetiva ou sexualmente”.

Durante coletiva de imprensa, no Palácio da Alvorada, na sexta-feira (20), o presidente foi questionado sobre o tratamento dado ao filho, o senador Flávio Bolsonaro, envolvido no escândalo da “rachadinha”, e respondeu com ataques. ““Você tem uma cara de homossexual terrível. Nem por isso eu te acuso de ser homossexual. Se bem que não é crime ser homossexual”, disse em dado momento.

Para Félix, a frase “evidencia o pensamento discriminatório quando “desabona a homossexualidade, taxando-a como uma ‘condição’ que leva a pessoa a ostentar um caractere fenotípico distinto dos demais e de fácil reconhecimento. Ou seja, uma pessoa seria facilmente identificada como homossexual simplesmente pela sua aparência”.


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