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02 de dezembro de 2019, 12h35

Errata: Feliciano havia se solidarizado com famílias antes de pedir proibição a bailes funks

Deputado também cobrou explicações do prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), que seria o responsável por "fiscalizar" o baile

Foto: Agência Câmara

Diferentemente do que a Fórum noticiou anteriormente, o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Assembleia de Deus, foi às redes sociais neste domingo (1) para se solidarizar com as famílias dos jovens assassinados pela Polícia Militar de João Doria em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo. Feliciano também cobrou explicações do prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB).

“Minha solidariedade às famílias das 9 vítimas do baile funk em Paraisopolis. Estarei orando para que Deus os conforte neste momento de dor. Cabem explicações do pref. Bruno Covas, pois é responsabilidade do município fiscalizar bailes/festas”, disse.
Horas depois de comentar sobre as mortes, o pastor também aproveitou para pedir o fim dos bailes funk. Segundo ele, “moradores honestos” não toleram tais eventos. “Moradores honestos da periferia de São Paulo não aguentam mais a bandalheira em bailes funk. Recebi denúncias de tráfico de drogas, prática de atos obscenos, prostituição e até pedofilia. O prefeito Bruno Covas tem que acabar com isso! Proporei audiência pública sobre o tema!”, escreveu o deputado.

Ao menos nove pessoas morreram e duas ficaram feridas na Operação Pancadão realizada pela Policia Militar. A versão de jovens que estavam no local é que a PM chegou atirando no público do baile, além de atacarem com spray de pimenta e bombas. “Chegaram atirando em todo mundo. A gente estava no baile e primeiro veio a bomba. Começaram a cair as pessoas, passando mal, e a desmaiar, sendo pisoteadas. Ficamos encurralados”, disse um dos jovens.


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