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29 de novembro de 2019, 15h43

Frango deve ficar mais caro com demanda aquecida por causa do preço da carne bovina

Governo avalia que a alta da carna bovina pode influenciar no frango e no peixe, devido a um “movimento natural do livre mercado”

Foto: Divulgação/Aurora

O governo de Jair Bolsonaro já foi criticado por enxergar como natural o aumento dos preços da carne bovina. Este movimento de desaprovação popular deve aumentar ainda mais, com a possibilidade real de o frango ficar mais caro. O Ministério da Agricultura está monitorando o valor de outras carnes além da vermelha, que podem subir como consequência do “novo patamar”. 

Segundo o Estado de S. Paulo, nos bastidores já se entende que o valor do frango e do peixe deve crescer como um “movimento natural do livre mercado”, já que esses itens devem ser mais procurados com a subida do preço da carne.

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Dados divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), que faz pesquisa de preços semanalmente na capital paulista, apontaram, nesta semana, que o contrafilé, por exemplo, subiu 5,86%, e o coxão mole, 5,7%. Lagarto e fraldinha também tiveram índices altos, com 5,42% e 5,3%.

“Mudou o patamar”

Em declaração concedida na quinta-feira (28), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, normalizou a alta. “Vai ter uma estabilização. Não vão ter mais essas puxadas. Mas não tem perigo de voltar ao que era. Mudou o patamar. Já tinha mudado o da soja, do milho”, afirmou a ministra. “A carne ficou por três anos com valor muito baixo. Isso faz com que o mercado sinta mais essa subida”. Ela disse que não faltará carne nos açougues. “O risco de desabastecimento é zero.”

O presidente Jair Bolsonaro adotou a mesma linha, defendendo o livre mercado e se negando a aplicar qualquer regulação. “O pessoal anda reclamando do preço da carne, com razão. Subiu. Com nossas andanças pelo mundo, [os países] começaram a comprar mais da gente. Começa-se a vender mais, tem menos para botar na prateleira. Infelizmente isso acontece”, afirmou Bolsonaro. “Mas não posso agora querer tabelar, congelar o preço da carne. Não vou fazer, nossa política é de mercado aberto”, completou.


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