terça-feira, 29 set 2020
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Mesmo com alta, Bolsonaro defende “mercado aberto” e diz que não vai tabelar preço da carne

Durante sua live semanal nesta quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro reconheceu o aumento do preço da carne, principalmente neste final de ano, mas disse que não vai congelar ou tabelar os valores. Presidente defendeu o livre mercado e alegou que medidas de controle “não deram certo em nenhum lugar do mundo”.

“O pessoal anda reclamando do preço da carne, com razão. Subiu. Com nossas andanças pelo mundo, [os países] começaram a comprar mais da gente. Começa-se a vender mais, tem menos para botar na prateleira. Infelizmente isso acontece”, afirmou Bolsonaro. “Mas não posso agora querer tabelar, congelar o preço da carne. Não vou fazer, nossa política é de mercado aberto”, completou.

Segundo ele, “não podemos aqui tomar medidas que não deram certo em nenhum lugar do mundo, como exportar menos para abastecer o mercado interno. É a livre concorrência”.

Desde o início do governo, as carnes vieram, semana a semana, aumentando de preço. No entanto, a situação chegou a um nível insustentável e o alimento ameaça sumir do prato do brasileiro: só neste mês de novembro, o preço da carne bovina subiu cerca de 5,26%, dez vezes mais do que em outubro, segundo o Índice de Preços ao Produtor Amplo, da FGV.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, conhecida como “Musa do Veneno”, em função de seu posicionamento favorável ao uso de agrotóxicos, afirmou, no entanto, que o preço da carne não deve baixar. Alheia às dificuldades econômicas da maioria do povo brasileiro, ela argumentou que o produto estava muito barato nos últimos três anos e que isso foi ruim para os criadores de gado e também para os consumidores.

 

Redação
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