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29 de novembro de 2019, 06h23

Mesmo com alta, Bolsonaro defende “mercado aberto” e diz que não vai tabelar preço da carne

Presidente alegou que não vai tabelar ou congelar valores, pois medidas de controle "não deram certo em nenhum lugar do mundo"

Jair Bolsonaro (Reprodução)

Durante sua live semanal nesta quinta-feira (28), o presidente Jair Bolsonaro reconheceu o aumento do preço da carne, principalmente neste final de ano, mas disse que não vai congelar ou tabelar os valores. Presidente defendeu o livre mercado e alegou que medidas de controle “não deram certo em nenhum lugar do mundo”.

“O pessoal anda reclamando do preço da carne, com razão. Subiu. Com nossas andanças pelo mundo, [os países] começaram a comprar mais da gente. Começa-se a vender mais, tem menos para botar na prateleira. Infelizmente isso acontece”, afirmou Bolsonaro. “Mas não posso agora querer tabelar, congelar o preço da carne. Não vou fazer, nossa política é de mercado aberto”, completou.

Segundo ele, “não podemos aqui tomar medidas que não deram certo em nenhum lugar do mundo, como exportar menos para abastecer o mercado interno. É a livre concorrência”.

Desde o início do governo, as carnes vieram, semana a semana, aumentando de preço. No entanto, a situação chegou a um nível insustentável e o alimento ameaça sumir do prato do brasileiro: só neste mês de novembro, o preço da carne bovina subiu cerca de 5,26%, dez vezes mais do que em outubro, segundo o Índice de Preços ao Produtor Amplo, da FGV.

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, conhecida como “Musa do Veneno”, em função de seu posicionamento favorável ao uso de agrotóxicos, afirmou, no entanto, que o preço da carne não deve baixar. Alheia às dificuldades econômicas da maioria do povo brasileiro, ela argumentou que o produto estava muito barato nos últimos três anos e que isso foi ruim para os criadores de gado e também para os consumidores.

 


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