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04 de fevereiro de 2020, 17h08

Maria do Rosário aciona PGR contra Secom por ataque a Petra Costa

A deputada federal argumenta que a Secom feriu os princípios de impessoalidade; em postagem feita na segunda-feira, o órgão chama Petra Costa de "anti-Brasil"

Petra Costa (Foto: Diego Bresani)

A série de publicações feita pela Secretaria de Comunicação do Governo Bolsonaro contra a cineasta Petra Costa, diretora do documentário “Democracia em Vertigem” – que concorre ao Oscar -, na segunda-feira (3) motivou ação movida pela deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) contra a secretaria na Procuradoria Geral da República (PGR). Segundo a parlamentar, o órgão feriu os princípios da impessoalidade ao promover os ataques contra Costa.

“Esta importante secretaria do Poder Executivo Federal, em sua conta oficial do Twitter (@secomvc), de forma inacreditável, passou a atacar de forma pessoalizada e nada republicana a cineasta Petra Costa”, diz trecho da ação impetrada por Rosário obtido pela jornalista Anna Virginia Balloussier, da Folha de S. Paulo. O texto traz a avaliação de especialistas afirmando que princípio de impessoalidade que deveria nortear a administração pública foi rompido pela pasta.

Pelas redes sociais, a parlamentar expressou que a atitude da Secom se tratava de uma “perseguição”. “Abaixo os autoritários! Grupo no governo mistura seus interesses com a estrutura do estado e ataca diretora Petra Costa em redes oficiais. É o estado contra cidadã brasileira violando seus direitos e garantias individuais.  A perseguição por opinião é crime inaceitável”, publicou.

A neoditadura dos Bolsonaros usa o estado contra indivíduos. O que faz contra a diretora de cinema Petra Costa só comprova a denúncia que ela faz ao mundo sobre o fim da democracia no Br. O estado incita violência de grupos e fundamentalistas solitários contra Petra”, disse ainda.

As postagens da Secom giravam em torno de uma entrevista concedida por Petra ao jornalista Hari Sreenivasan, no programa Amanpour & Company, da rede PBS. A secretaria publicou um vídeo distorcendo algumas das declarações de Costa e colocando uma tarja escrito “Fake News” mesmo em trechos em que a cineasta expressava uma opinião, e não uma informação “jornalística”.

 

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