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20 de janeiro de 2020, 18h30

Presidente da OAB acionará STF contra milícias de fake news: “Antes que viciem outra eleição”

"Vamos divulgar cada ataque, cada mentira e cobrar providências das autoridades", disse Felipe Santa Cruz

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, afirmou à revista Época, nesta segunda-feira (20) que irá cobrar do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Ministério Público Federal (MPF) providências em relação às fake news contra ele que vêm sendo divulgadas nas redes sociais.

Santa Cruz disse que espera que esses órgãos, junto à Polícia Federal, sejam mais diligentes em relação ao combate da divulgação de informações falsas, e prometeu levar alguns casos aos órgãos citados a partir do próximo mês.

“Vamos partir para denunciar e cobrar, antes que eles (essas milícias digitais) viciem outra eleição. Antes fingíamos que não havia nada para não dar divulgação. Agora vamos divulgar cada ataque, cada mentira e cobrar providências das autoridades”, afirmou.

Para o presidente da OAB, é necessário uma ação mais rígida para combater o que ele chama de milícias digitais, concentradas em divulgar informações falsas na internet, que podem ter impactos graves.

Dentre as notícias falsas que serão levadas às autoridades, a princípio, está uma foto em que políticos recebem Cesare Battisti no Brasil, sendo que um dos rostos é identificado como Santa Cruz. A identificação é falsa.
Há também uma foto que sugere que um homem armado ao lado de José Dirceu seja o pai de Felipe, Fernando Santa Cruz. Fernando foi assassinado na Ditadura Militar e participava de movimento estudantil, sem contribuição armada.

Também serão enviadas pela OAB fake news que envolvem a ex-presidenta Dilma Rousseff, como uma foto que circula indicando que ela estaria portando um fuzil roubado do exército brasileiro e também que teria matado o soldado Mário Kozel Filho. Ambas as afirmações são falsas.

CPMI das fakenews

Na última quinta-feira (16), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News identificou 24 contas responsáveis por enviar a maior parte das informações enviadas por grupos de WhatsApp nas eleições de 2018. Na Comissão, Joice Hasselman também já acusou os filhos do presidente Bolsonaro de comandar as milícias digitais de divulgação de fake news.


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