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10 de outubro de 2019, 16h14

Bolsonaro diz que “tem trabalhado” para reeleger Macri, que deve perder no primeiro turno

Apesar dos "esforços" do presidente brasileiro, o kirchnerismo deve se impor com uma vitória acachapante sobre Maurício Macri logo no primeiro turno

Foto: Arquivo/PR

O presidente Jair Bolsonaro assumiu, nesta quarta-feira (10), que o governo brasileiro tem se esforçado para derrubar a candidatura de Alberto Fernández e Cristina Kirchner na Argentina e reeleger o liberal Maurício Macri. As tentativas, no entanto, parecem não estar sendo muito efetivas: o atual presidente do país vizinho está cada vez mais distante de uma vitória e deve ser derrotado ainda no primeiro turno, segundo pesquisas.

“Temos trabalhado para que outro país, mais ao sul, não volte para as mãos daquelas pessoas que no passado botaram esse país numa situação bastante complicada”, afirmou Bolsonaro sobre a Argentina. “Isso depende do trabalho sério de cada um de nós. Mostrar para aqueles que acreditam que aqueles que ocuparam o governo em anos anteriores não podem voltar. Se voltarem pelo voto, paciência. Mas que não voltem por omissão nossa, por falta de nós mostrarmos que lá atrás o nosso destino era a Venezuela”, declarou.

Bolsonaro ainda elogiou o trabalho de Ernesto Araújo, que, segundo ele, tem sido um “herói”. “Ernesto Araújo quando chegou, muito criticado, era diferente daqueles que ocuparam sua cadeira anteriormente. Tem aberto portas. Tem sido um herói na questão de busca de solução para a Venezuela”, avaliou.

Apesar do otimismo de Bolsonaro, as expectativas de Macri não são muito positivas. Nas eleições prévias (PASO), de agosto, Fernández e Cristina registraram 47% dos votos contra 32% do atual presidente Maurício Macri, o que garantiria uma vitória em primeiro turno por ultrapassar 10 pontos percentuais de diferença. Pesquisas indicam que a distância será ainda maior em 27 de outubro, data da votação oficial.

Dados oficiais mostram que, no atual governo, a inflação dobrou (25% para 56%), a pobreza disparou (30% para 35,4%), a indigência quase dobrou (4,5% para 8%), o desemprego ultrapassou os 10%, o dólar triplicou (15 para 46 pesos) e até o consumo de leite e carne diminuiu a níveis alarmantes. Alberto Fernández declarou que a única coisa que Macri fez foi “produzir 5 milhões de novos pobres”.

Segundo Fernández, os índices do INDEC mostram “a pior consequência das políticas de Maurício Macri” e crê que o Cambiemos “finalizará a gestão com 40% de pobres”. Em resposta, a chapa peronista prometeu lançar o programa “Argentina Sem Fome”, com inspiração no “Fome Zero”, idealizado pelo ex-presidente Lula.

Eleições da Argentina


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