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05 de novembro de 2019, 15h43

Evo Morales reúne multidão em comício contra ameaça de golpe na Bolívia

"Mesmo com o imperialismo e o capitalismo, nossa luta continuará. O inimigo da nossa unidade é o sistema capitalista", disparou o presidente boliviano, em discurso sob gritos de "Evo não está sozinho, carajo"

Evo Morales - Foto: Bolívia TV

O presidente da Bolívia, Evo Morales, reuniu uma multidão nesta terça-feira (5) em comício de resistência contra ameaça de golpe de Estado por parte dos opositores, que não aceitam o resultado das eleições que levaram Morales ao quarto mandato. O mandatário reafirmou que as acusações de fraude eram um pretexto para um golpe e exaltou a mobilização popular em defesa do voto.

“Essa não é uma defesa da democracia apenas, é a defesa do povo. Nós, trabalhadores, não podemos abandonar uns aos outros. Aqui estamos, o povo trabalhador, os humildes, os dos bairros, para defender nosso processo de mudanças”, afirmou Morales, diante a milhares de pessoas na capital La Paz, que gritavam “Evo não está sozinho, carajo”.

Com um discurso em defesa de uma unidade nacional, o presidente criticou o capitalismo e o imperialismo que dividem o povo boliviano. “Mesmo com o imperialismo e o capitalismo, nossa luta continuará. O inimigo da nossa unidade é o sistema capitalista. Nas políticas do sistema capitalista os pobres salvam-se como podem. Para o imperialismo, quanto mais pobreza melhor, assim podem nos fazer submissos, dividir-nos”, declarou. “A unidade sempre vai ser o triunfo do povo boliviano”, completou.

Morales afirmou, ainda, que aqueles que tramam o golpe pretendem voltar ao tempo das privatizações no país. “Sob pretexto de fraude ou golpe querem voltar a privatizar. Nossa luta é para que nunca mais voltem os privatizadores: para os recursos naturais ou os serviços básicos”, declarou.

“Acabou a opressão, a discriminação, agora eles querem humilhar o povo”, disse também.

Opositor barrado

Mais cedo, o opositor Fernando Camacho foi de Santa Cruz de La Sierra até La Paz para entregar uma carta de renúncia para que Evo Morales assinasse, mas foi impedido por um grande grupo de manifestantes de desembarcar no aeroporto. Com a mobilização, ele teve que voltar a Santa Cruz. Camacho tem sido comparado com Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente da Venezuela no início do ano.

Pouso de emergência

O presidente Evo Morales foi vítima de um acidente aéreo na segunda-feira ao tentar decolar de Colquiri até Oruro. Segundo a Força Aérea Boliviana, a aeronave em que estava o presidente teve que fazer um pouso de emergência, em decorrência de uma falha mecânica durante a decolagem. Ninguém ficou ferido, mas foi aberta investigação para saber a origem do dano.

 

 


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