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17 de outubro de 2019, 14h03

Bolsonaro tira Joice Hasselmann da liderança do governo no Congresso

Decisão teve como pano de fundo a crise interna do PSL. Joice apoiou a permanência de Delegado Waldir na liderança do partido na Câmara e rejeitou a indicação do filho do presidente

Joice Hasselmann e Bolsonaro (Arquivo)

A crise no PSL teve mais um desdobramento nesta quinta-feira (17). O presidente Jair Bolsonaro resolveu retirar a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP) da liderança do governo no Congresso. O substituto no cargo será o senador Eduardo Gomes (MDB-GO).

Joice comprou briga com Bolsonaro na quarta-feira (16), depois de ter assinado uma lista de apoio à permanência de Delegado Waldir (GO) na liderança do PSL na Câmara. Waldir é ligado ao presidente da legenda, o deputado Luciano Bivar (PE), e tem feito críticas públicas a Bolsonaro.

Ainda, uma conversa divulgada nesta quarta-feira (16) mostra que Bolsonaro interferiu diretamente na articulação para que seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (SP), ocupasse o cargo. No entanto, Joice se recusou a apoiar a indicação.

Não é a primeira vez que a relação entre os dois fica fragilizada. Bolsonaro já criticou Joice publicamente por estar com “um pé em cada canoa”, em referência à sua aproximação com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para uma possível candidatura à prefeitura de São Paulo em 2020.

Também nesta quarta-feira, Joice atacou o assessor especial de Bolsonaro, Filipe Martins, e o chamou de “frouxo”. “Respeito os ‘viados’ assumidos. Os que são corajosos. Os que se escondem no conservadorismo, fazem pinta de machões escondidos em suas pseudos canetas e ficam mandando indiretas como se fosse “machos” não merecem meu respeito. Frouxo é frouxo, não importa o posto que tenha”, tuitou Joice.

Douglas Garcia, deputado estadula pelo PSL em São Paulo, rebateu a publicação, dizendo que Joice teve “mais de um milhão de votos para ser fiscal da vida íntima dos outros” e recebeu o troco da deputada. “Sentiu o baque, mona?”, tuitou Joice.

Suspensões

Os deputados federais Bibo Nunes (RS), Carla Zambelli (SP) e Alê Silva (MG), além do deputado estadual Douglas Garcia (SP), foram suspensos do PSL nesta quinta-feira (17). Os deputados foram punidos por serem aliados de Bolsonaro durante a guerra interna que divide o partido há algumas semanas. A expulsão da sigla pode ser o próximo passo.

A suspensão significa que os deputados não vão mais participar de comissões na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de São Paulo, nem exercer cargo de líder, vice-líder ou posto de comando nos diretórios municipais, estaduais e nacional da sigla.

Informação foi confirmada pelo deputado federal Júnior Bozella (SP). “Isso é um processo que vai correr dentro do rito determinado pelo conselho de ética”, disse Bozella, segundo o Congresso em Foco.

 

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