Bolsonaro volta a reclamar do cargo: “Choro no banheiro”; veja vídeo

Com mais essa queixa, presidente já reclamou ao menos 7 vezes do posto que ocupa; "E minha esposa acha que eu sou o machão"; disse ainda

O presidente Jair Bolsonaro deu mais uma demonstração, nesta quinta-feira (14), de que não está preparado psicologicamente para o cargo que ocupa. O chefe do Executivo voltou a reclamar de seu posto de presidente durante a Conferência Global 2021, evento evangélico em Brasília.

“Quantas vezes eu choro no banheiro, em casa […] Minha esposa nunca viu. Ela acha que eu sou o machão dos machões e, em parte, eu acho que ela tem razão”, declarou o presidente ao falar sobre o “impacto” de suas decisões.

“Com todo o respeito aos deputados, se um deles votar errado, pode não influenciar em nada. Mas, [com] uma decisão minha mal tomada, muita gente sofre, muda a bolsa, o dólar, o preço dos combustíveis“, havia dito pouco antes.

Assista ao trecho.

Em agosto, Bolsonaro já havia reclamado de ser presidente. “Não queiram minha cadeira. Não é fácil sentar naquela cadeira de ‘criptonita’”, disse durante discurso em Cuiabá (MT).

Na ocasião, Fórum listou todas as vezes que o presidente se queixou do cargo que ocupa. Com esta ultima reclamação, ao todo, o presidente já somou ao menos 7 queixas.

Confira.

Novembro de 2020: “Minha vida é uma desgraça”

Em discurso no Palácio do Planalto, em 10 de novembro de 2020, Bolsonaro fez a seguinte declaração:

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“A minha vida aqui é uma desgraça, problema o tempo todo. Não tenho paz para nada. Não posso mais tomar um caldo de cana na rua, comer um pastel”

Janeiro de 2021: “Não consigo fazer nada”

Logo nos primeiros dias de 2021, em 5 de janeiro, o presidente admitiu a crise econômica no país, no entanto, afirmou que não poderia fazer nada.

Com semblante fechado, Bolsonaro disse:

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“O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela de imposto de renda. Tem esse vírus potencializado por essa mídia que nós temos aí. Essa mídia sem caráter que nós temos. É um trabalho incessante de tentar desgastar para retirar a gente daqui para voltar alguém para atender os interesses escusos da mídia”

Janeiro de 2021: “Não é fácil”

Poucos dias depois, em 14 de janeiro, Bolsonaro voltou a reclamar, quando apoiadores pediram, na porta do Palácio da Alvorada, para ele enviar vídeos a familiares deles.

“Tem gente que acha que ser presidente, ser governador, prefeito, é para comemorar. Não é para comemorar. É um tempo que você vai passar trabalhando, se você quiser, obviamente, trabalhando para o próximo. Não é fácil”

Fevereiro de 2021: “Minha vida é um inferno”

No dia 2 de fevereiro, também em resposta a apoiadores no Palácio do Planalto, Bolsonaro trocou o adjetivo para se referir à sua vida como presidente.

“Desgraça” deu lugar a “inferno”.

“Eu não sei o que eu vou fazer amanhã. Vou ver minha agenda de amanhã. Eu não sei. A minha vida é um inferno”

Julho de 2021: “Não sei o prazer”

Em 5 de julho, mesmo dia em que pesquisa apontou recorde de rejeição a ele e em que foi divulgada notícia que o associa diretamente ao escândalo de corrupção das rachadinhas, Bolsonaro reclamou mais uma vez.

O desabafo, mais uma vez, foi feito a apoiadores.

“Não sei o prazer que certas pessoas têm em falar ‘eu sou presidente. Não sabem o que é ser presidente da República, meu Deus do céu”

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Ivan Longo

Jornalista, editor de Política, desde 2014 na revista Fórum. Formado pela Faculdade Cásper Líbero (SP). Twitter @ivanlongo_