Ciro Nogueira diz que foi "erro" chamar Bolsonaro de fascista: "Hoje tenho orgulho de estar a seu lado"

Atual ministro da Casa Civil, presidente nacional do PP afirmou ainda que acha "impossível Lula e Bolsonaro não estarem no segundo turno".

Ciro Nogueira e Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)
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Alçado à Casa Civil após intermediar o embarque do Centrão no governo, Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, disse que foi um "erro" ter chamado Jair Bolsonaro (PL) de "fascista" em 2017 - quando classificou Lula (PT) como "o melhor presidente da história desse país".

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Em entrevista ao Canal Livre, da Band, Nogueira afirmou que não concordava com Bolsonaro quando ambos eram deputados.

"Agora, o presidente Bolsonaro que eu conheci não dá para comparar. Não tenho dúvida que ali foi um erro, e hoje eu tenho uma avaliação completamente diferente e uma admiração e um orgulho de estar ao lado do presidente nesse momento", disse Nogueira.

Durante entrevista à TV Meio Norte em 2017, Nogueira disse que “com Bolsonaro eu tenho muita restrição porque é um fascista. Ele tem um caráter fascista, preconceituoso. É muito fácil você ir para a televisão dizer que vai matar bandido”.

Em julho passado, antes da nomeação na Casa Civil, Bolsonaro minimizou a declaração de Nogueira.

“Tem vídeo do Ciro Nogueira correndo na internet me chamando de fascista lá atrás. Sim, chamou. Chamou, mas as coisas mudam. Eu tinha posições no passado que não assumo mais hoje. Mudei”, disse à época.

Lula e Bolsonaro no segundo turno

Na entrevista, Nogueira ainda afirmou que acha "impossível Lula e Bolsonaro não estarem no segundo turno".

"Vai ser uma disputa de rejeição. Acho que quem tiver maior capacidade de trazer esperança para as pessoas e de mostrar o que aconteceu, o que foi feito e o que pode ser feito é quem vai ganhar essa eleição. E por isso acredito na reeleição do presidente", afirmou.

Nogueira ainda comentou a enquadrada do centrão em Bolsonaro, que mudou seu comportamento e reduziu os ataques às instituições, em especial ao Supremmo Tribunal Federal (STF), a partir de 7 de Setembro, quando voltou atrás após convocação de ato golpista em Brasília e São Paulo.

"O país não vai voltar a ter instabilidade como tínhamos naquela época que você citou. Não temos condição, nós não temos o direito", afirmou.