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06 de janeiro de 2020, 18h51

Podemos confirma expulsão de Marco Feliciano

Por unanimidade, direção nacional da legenda confirma expulsão do parlamentar, que pretende concorrer à prefeitura de São Paulo nas próximas eleições

Foto: Agência Câmara

Em reunião realizada nesta segunda-feira (6), a Executiva Nacional do Podemos decidiu confirmar, de forma unânime, a expulsão do deputado federal Marco Feliciano (SP), vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso.

Segundo reportagem de Gustavo Maia, do jornal O Globo, a assessoria do partido afirmou que a decisão se deu por “incompatibilidade política”, devido à proximidade de Feliciano com Bolsonaro. O Podemos se declara “independente” enquanto o pastor evangélico afirma “apoio irrestrito” ao presidente.

Na denúncia apresentada por filiados e aceita pelo presidente estadual do Podemos em São Paulo, Mário Covas Neto, Feliciano era acusado de corrupção, assédio sexual, recebimento de propina, pagamento a funcionários fantasmas, até comentários incompatíveis sobre o cantor Caetano Veloso. Um dos casos destacados é o do polêmico tratamento dentário de R$ 157 mil.

Em nota, Feliciano disse que foi expulso “por infidelidade partidária, por fazer campanha para o presidente Bolsonaro em 2018. Qualquer outro motivo é fakenews”. “Basta ler o ato de expulsão que, literalmente, afastou qualquer alegação de conduta inadequada em meu mandato”, diz ainda.

Na nota, o deputado destaca que frações do partido não queriam a expulsão, mas optaram por reafirmar a decisão de São Paulo porque não haveria clima. Em declarações dadas em dezembro do ano passado, Feliciano afirmou que pretende concorrer à prefeitura da capital paulista como “candidato de Bolsonaro”, mas que não tem a intenção de ingressar no Aliança Pelo Brasil.

Confira a nota enviada pelo parlamentar:

Sobre minha expulsão do Podemos, assim me manifesto:

1 – Fui expulso por infidelidade partidária, por fazer campanha para o presidente Bolsonaro em 2018. Qualquer outro motivo é fakenews. Basta ler o ato de expulsão que, literalmente, afastou qualquer alegação de conduta inadequada em meu mandato.

2 – A Executiva Nacional do Podemos me procurou e externaram que não queriam minha saída. Inclusive o presidente estadual do PODEMOS, vereador Covas Neto, foi repreendido pela Executiva Nacional e pediu afastamento da presidência. Em resposta, disse que não havia mais clima para minha presença no partido, sendo todo dia atacado ora por Álvaro Dias, ora por Covas Neto.

3 – Covas Neto e Álvaro Dias só pensam em seus projetos pessoais e eleitoreiros, em detrimento dos interesses do Brasil e de São Paulo. Covas Neto transformou o Podemos de SP em um puxadinho do PSDB à serviço da candidatura do sobrinho. Já Álvaro Dias (que saiu anão da eleição presidencial com menos de 1% dos votos), age como o PT e aposta no quanto pior melhor. Ao invés de ajudar um Governo que não tem escândalo de corrupção e está tirando o Brasil do atoleiro, só pensa em ser presidente da República.

4 – Por fim, reafirmo aqui que para mim é motivo de orgulho ser expulso do Podemos por defender o presidente Bolsonaro, que está mudando o Brasil para melhor.

Deputado Federal Marco Feliciano
Vice-Líder do Governo no Congresso Nacional


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