Após Gilmar ampliar suspeição de Moro, Lula diz que “a missão ainda não está cumprida”

Petista teve seus processos da Lava Jato anulados e com o adicional de Moro ter sido declarado suspeito em todos eles

O ex-presidente Lula foi às redes sociais, na noite desta quinta-feira (24), para comentar a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que mais cedo ampliou a suspeição de Sérgio Moro para os outros dois processos em que o ex-juiz atuou contra o petista na 13ª Vara Federal de Curitiba. São as ações do sítio de Atibaia e da doação de um imóvel para o Instituto Lula.

A decisão vem um dia após a conclusão do julgamento que atestou a parcialidade de Moro no processo do triplex do Guarujá.

Segundo Lula, que na quarta-feira (23) já havia comemorado a confirmação da parcialidade do ex-juiz em seus processos, “a missão ainda não está cumprida”.

“Sempre acreditei que a verdade ia vencer. Quero agradecer meus advogados, a votação no STF e a solidariedade do povo brasileiro. A começar pela Vigília, que durante 580 dias esteve comigo. Agradeço o apoio da comunidade internacional, de juristas e advogados”, escreveu o ex-presidente.

“A missão ainda não está cumprida. E só vai estar quando a verdade total for restabelecida e ficar escancarado quem mentiu durante tantos anos contra o PT e contra mim. Mas sou um homem que aos 75 anos não busco vingança. Busco justiça. E a verdade vencerá”, completou.

Certidão em mãos

A equipe de Lula informou através das redes sociais, no início da noite desta quinta-feira (21), que o ex-presidente recebeu em mãos, de seus advogados Cristiano Zanin e Valeska Martins, a certidão do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que atesta a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nos processos – agora anulados – que conduziu contra o petista.

“Histórico”, diz a postagem.

A equipe jurídica de Lula argumentou que todos os outros processos estariam “contaminados” pela ação de Moro, pois a suspeição dele em relação a Lula se dava em todos os casos.

Com isso, os processos voltam à estaca zero. Nenhuma das documentações levantadas ou depoimentos podem ser reaproveitados em qualquer outra jurisdição.

O ministro Edson Fachin já havia anulado as sentenças contra o ex-presidente em todos os processos que tramitaram em Curitiba. Porém, tinha dúvida se os atos processuais poderiam ser reaproveitados em outras varas.

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Ivan Longo

Jornalista, editor de Política, desde 2014 na revista Fórum. Formado pela Faculdade Cásper Líbero (SP). Twitter @ivanlongo_

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