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03 de julho de 2020, 19h14

Bolsonaro teria desistido, mais uma vez, de nomear novo ministro da Educação

Segundo a CNN Brasil, pressões da bancada evangélica teriam feito o presidente recuar da indicação de Renato Feder

Jair Bolsonaro e Ricardo Feder | Montagem

Após a forte indicação de Renato Feder seria nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro como novo ministro da Educação nesta sexta-feira (3), a pressão de olavistas e de grupos evangélicos terias “melado” os planos do ex-capitão.

Segundo a jornalista Rachel Vargas, da CNN Brasil, o presidente teria “adiado” as definições sobre o ministro. A jornalista Thais Arbex, também da CNN Brasil, atribui esse recuo a uma pressão de grupos evangélicos.

Entre as críticas principais estariam uma proximidade do atua secretário de Educação do Paraná com a Fundação Lemman e com o PSDB. Segundo Arbex, a bancada evangélica disse que “se Bolsonaro optar por Feder não contará com apoio no Congresso”.

Nas redes sociais, seguidores do astrólogo Olavo de Carvalho promoveram uma fritura do ministro. Uma mensagem de saudação do apresentador Luciano Huck – visto como adversário do bolsonarismo – foi um dos pontos mais atacadas pelos olavistas. O próprio Olavo comentou sobre o assunto, incitando os apoiadores: ““Quem fodeu a educação nacional? Três turminhas: (a) militares, (b) comunistas, (c) empresários metidos a gênios”.

Ainda segundo a CNN Brasil, Bolsonaro vai se reunir com Feder e outros “candidatos” na próxima segunda-feira (6) para definir o futuro do MEC. Voltam à “disputa” Anderson Ribeiro Correia, reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), e Antonio Freitas, pró-reitor da FGV.

Indicado pelo centrão, chamado pela revista IstoÉ de  “empresário que vende de tudo” e apelidado de “CoronaFeder, um vírus letal para a educação”, o empresário já foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo e do Rio de Janeiro por sonegação de R$ 22 milhões em impostos, fez contrato sem licitação com a Record no PR e tentou escapar de investigação do MP de MG. No passado, já defendeu a privatização de todas escolas e faculdades do país e a extinção do MEC.

Parlamentares próximos de Bolsonaro, como a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), e o ex-ministro Abraham Weintraub chegaram a parabenizar Feder pela chegada ao MEC, sinalizando que a indicação estaria consolidada.

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