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23 de setembro de 2019, 14h52

Witzel culpa confronto com crime organizado por morte de Agatha Félix

"Tenho certeza de que estamos no caminho certo", disse o governador em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23)

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Em seu primeiro pronunciamento público depois do assassinato da menina Agatha Félix, de 8 anos, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, pediu em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23) que a oposição não faça disso um “ato de escárnio à sociedade, para que o país continue avançando”, mostrando temer a exploração política do caso. “Tenho certeza que estamos no caminho certo”, acrescentou.

“Famílias têm perdido entes queridos em razão do crime organizado”, disse o governador, que tem atribuído a culpa do crime ao que ele chama de “narcotraficantes”, que supostamente teriam entrado em conflito com a polícia durante operação no Complexo do Alemão, onde a vítima morava. No entanto, familiares de Agatha reforçam a versão de que não existia confronto no momento do disparo e que se tratava de “policiamento de rotina”.

O coronel da Polícia Militar do Rio, Rogério Figueiredo, acrescentou na coletiva que o caso de Agatha se trata de um ato isolado e que as autoridades deverão investigar o ocorrido. No entanto, Agatha é a quinta criança assassinada em operação policial no Rio de Janeiro só neste ano. Ainda, de acordo com a plataforma Fogo Cruzado, outras 14 foram baleadas na região metropolitana do Rio durante o governo Witzel.

“Conversei com o ministro Sérgio Moro, com o deputado Rodrigo Maia e me manifestei por uma nota. E fiz questão de convocar essa coletiva. E colocar a disposição de todos o estado do RJ. Nós não temos nada a esconder”, comentou Witzel, ainda na coletiva, sem citar o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Witzel deverá se encontrar com Sergio Moro nesta quarta-feira (25) para discutir a questão das operações policiais no Rio.

Ao se pronunciar sobre a morte de Agatha, Moro foi às redes sociais e aproveitou para defender seu pacote anticrime, que tem recebido duras críticas de ativistas dos direitos humanos. “Lamentável e trágica a morte da menina Agatha. Já me manifestei oficialmente. Os fatos têm que ser apurados. Não há nenhuma relação possível do fato com a proposta de legítima defesa constante no projeto anticrime. Deputado Felipe Francischini [PSL-PR] tem razão e agradeço pelo apoio”, declarou o ministro pouco depois de soltar uma nota oficial à imprensa.


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